O meu cão teve de ser educado, e maior parte dessa educação foi dada pelo meu pai. Claro que já levou de vez em quando umas chineladas por cavar o jardim ou por não parar queto dentro de casa., mas o que acontece quando eu me aproximo para, ao contrário, lhe fazer festinhas na cabeça?
O ser humano, durante a sua existência sem Deus no coração, vai-se defendendo do mundo, criando as suas defesas internas, tornando-se cada vez mais imune a ser magoado, pisado, abusado, enganado. Mas o que acontece quando Jesus vem, e quer entrar com todo o seu amor, a sua paz, a sua protecção, o seu miminho?
Quando me vê a pôr a mão na sua cabeça, o meu cão fica desconfiado, baixa as orelhas e a cauda, baixa a cabeça, fica com os olhos entreabertos, meio tremeliquento...até que sente o miminho e então, aí sim, levanta-se e atira-se à minha mão em busca de mais e mais carinho.
A nossa dificuldade em entender e aceitar um tão grande amor e carinho que vem com a presença de Deus na nossa vida, advem da dureza do nosso coração, petrificado pelo medo de, ao longo dos anos, ser atingido pelas coisas más que o mundo nos trás.
Como que vamos construindo altas muralhas em volta do nosso coração, cada vez mais e mais altas e resistentes, de maneira que as as setas das coisas más não nos acertem no coração. O problema é que, quando Deus nos quer mostrar o seu amor por nós, quando Ele nos quer atingir com a sua seta de paz, encontra em nós não apenas um coração, mas uma enorme barreira, uma alta muralha na qual escondemos o nosso coração.
Experimentar o amor de Deus na sua mais pura forma, acontecerá nas nossas vidas, quando deixarmos as barreiras cair e abrir o peito às setas do amor de Deus.
E tal como o meu cão ... vamor querer e buscar sempre mais e mais desse amor, desse carinho, dessa paz inigualável.

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